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Geologia 11ºB

O Cabo Mondego Abril 21, 2011

Fig. 1 - Vista de Sul do Cabo Mondego

Património Geológico

O Cabo Mondego situa-se a cerca de 200 Km a norte de Lisboa, no bordo ocidental da Serra da Boa Viagem, ao longo da costa, entre as praias da Murtinheira e de Buarcos, é representada na folha 19-C da Carta Geológica de Portugal à escala 1:50 000.

Constitui um testemunho irrepetível, insubstituível e único no mundo para a compreensão da história geológica, representando de forma particularmente completa alguns dos episódios mais importantes do período Jurássico, sendo por estas causas um local a nível internacional de relevância, classificação, conservação/preservação e divulgação.

O Cabo Mondego é rico em informação paleontológica, sedimentológica e paleomagnética, que se associam ainda a excepcionais condições de observação – condições de exposição do afloramento.

O afloramento compreende uma série de sedimentos marinhos e fluvio-lacustres que se estendem desde o Toarciano até ao Titoniano, de salientar a existência do estratótipo (1) do limite Aaleniano-Bajociano.

A sucessão praticamente contínua de materiais do Jurássico Médio, sem perturbações de natureza tectónica, metamórfica e vulcânica, constitui um importante local em termos pedagógicos e a diversidade do registo paleontológico reconhecido constitui um importante património museológico, fazendo assim com que o Cabo Mondego seja considerado um Monumento Natural.

O Monumento Natural do Cabo Mondego foi criado pelo Decreto regulamentar n.o 82/2007, de 3 de Outubro, que atribui a gestão do mesmo ao ICNB – Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiverdidade.

Segundo o Decreto Regulamentar n.o82/2007, de 3 de Outubro:

  • A criação do Monumento Natural do Cabo Mondego tem como principais objectivos:
  • Conservação do estratotipo de limite do Aaleniano-Bajociano e da série sedimentar encaixante, que representa o registo estratigráfico do Jurássico Médio e Superior, das jazidas fósseis e icnofósseis e das estruturas sedimentares.
  • A manutenção da sua integridade;
  • A investigação científica sobre os fenómenos geohistóricos materializados no registo estratigráfico referido, a sua divulgação numa perspectiva da educação ambiental.

Dentro dos limites deste Monumento Natural são interditos actos como:

  • A exploração de recursos geológicos e outros;
  • A abertura de novas vias de acesso;
  • A alteração da morfologia do terreno e do coberto vegetal – nomeadamente escavações, podendo ser realizadas em caso de investigação pelo ICNB, ou por entidades por ele reconhecidas;
  • A alteração do contorno da linha de costa e dos afloramentos submersos;
  • O lançamento de efluentes industriais e/ou domésticos não devidamente tratados;
  • A introdução de espécies alóctones;
  • A instalação de infra-estruturas de electricidade, telefónicas, telecomunicações, transporte de gás natural ou outros combustíveis, abastecimento de água e saneamento básico e de aproveitamento de energias renováveis, podendo ser realizadas unicamente no Farol do Cabo Mondego, integrado no domínio público militar;
  • A captação e o desvio de águas;
  • A deposição de matérias, entulho e resíduos e vazamento de lixo;
  • A prática de actividades desportivas motorizadas;
  • A prática de campismo e caravanismo.

São considerados actos e actividades condicionados os seguintes:

  • Demolição, reconstrução, ampliação e remodelação de edifícios e outras construções;
  • A edificação de novas construções ou de estruturas;
  • O alargamento ou qualquer outra alteração das vias de acesso;
  • A colheita de amostras, incluindo fósseis;
  • O corte e a colheita de exemplares de espécies vegetais;
  • Sendo necessário para qualquer dos actos acima enumerados uma autorização do ICNB.

Argilitos e Arenitos – Regressão e Transgressão Marinha:

Argilitos:

São rochas sedimentares formadas com sedimentos de dimensões inferiores 1/256 mm, maciças e compactas.

A deposição deste tipo de sedimentos ocorre apenas em ambientes tranquilos, onde a água não tem energia para transportar sedimentos maiores, ocorre em alto mar, depositando por vezes apenas devido à floculação das argilas:

  • A floculação das argilas corresponde ao processo em que as argilas (carga negativa) se ligam a iões Na+ provenientes do sal (NaCl), apresentando assim maiores dimensões depositando mais facilmente.

Arenitos:

São rochas constituídas por material das dimensões da areia aglutinadas por um cimento. E normalmente constituída por quartzo, feldspato, micas e impurezas, impurezas estas que atribuem a cor á rocha.

A deposição dos sedimentos é feita em rios, lagos, ambiente marinho, praias, deltas e nas sequências turbidíticas do talude continental.

Regressão e Transgressão Marinha:

Em ambientes aquáticos continentais as camadas de argilitos, podem estar intercaladas com camadas de siltitos e arenitos. Esta observação é possível devido à alteração da força e do sentido do agente de transporte, e muitas vezes devido a regressões e transgressões marinhas. Isto é, o nível do mar não permanece constante ao longo do tempo. Assim a partir do estudo de uma sequência de corpos litológicos (sequências intercaladas de estratos com diferentes tamanhos de sedimentos) é possível verificar períodos de avanço e recuo do nível médio das águas do mar, sabendo um pouco mais da história da Terra, devido a associações com períodos glaciares ou inter-glaciares. Pode verificar-se uma transgressão ou regressão marinha, através de sondagens.

Transgressão Marinha:

Numa transgressão marinha observa-se uma sequência positiva, que apresenta uma diminuição de granulometria da base para o topo.

Fig. 2 - Exemplo de uma transgressão marinha

Regressão Marinha:

Numa regressão marinha observa-se uma sequência negativa, que apresenta um aumento de granulometria da base para o topo.

Fig. 3 - Exemplo de uma regressão marinha

No caso do Cabo Mondego:

É possível a visualização de uma regressão marinha devido à erosão, que nos deixa a descobertos estratos que apresentam ainda uma estratificação entrecruzada.

Fig. 4 - Estratificação entrecruzada

Os estratos mais antigos apresentam sedimentos de menor granulometria que os estratos mais recentes, podendo concluir que onde ocorreu a deposição de sedimentos pequenos – alto mar foi mais tarde região costeira, ocorrendo a deposição de sedimentos maiores – trata-se então de uma regressão marinha.

Fósseis:

É considerado um fóssil todo e qualquer vestígio identificável, corpóreo ou de actividade orgânica, de organismos do passado, conservado em contexto geológico.

Existem dois tipos de fósseis:

Somatofósseis: que são restos somáticos de organismos do passado;

Icnofósseis: que são vestígios fósseis da actividade biológica de organismos do passado.

E de acordo com a sua importância nos estudos geológicos, pode ainda ser dividida em fósseis de idade e fósseis de fácies:

Fósseis de Idade – devido à sua presença se torna mais fácil definir a idade dos sedimentos onde está incorporado. Os fósseis de idade são de organismos que viveram durante um curto período da história da Terra, e estão ainda distribuídos por uma basta área geográfica.

Fósseis de Fácies – devido à sua presença permite-nos conhecer o local e as condições da formação do estrato.      São fósseis de espécies características de um dado ambiente (habitat restrito).

A formação de fósseis depende de várias condições:

Isolamento do cadáver e restos de seres vivos da erosão atmosférica

O cadáver ou resto de seres vivos tem que ficar rapidamente isolado dos agentes erosivos, do seu poder de oxidação e microbiano que rapidamente o decompõem, inclusive, as partes duras.

Presença de esqueleto interno ou externo resistente:

Os organismos com esqueleto apresentam uma maior resistência, apresentando assim maior probabilidade de fossilização do que organismos de corpo mole.

Natureza dos sedimentos envolventes:

Se os sedimentos apresentarem uma granulação menor, a fossilização é mais bem sucedida, em sedimentos de maiores dimensões as águas de circulação destroem e decompõem a matéria orgânica.

Geoquímica do meio:

O meio oxidante não facilita a fossilização, ao contrário do meio redutor ou anaeróbico que propicia á conservação, inclusive das partes moles.

Características do meio ambiente:

O ambiente com abundância de alimento, boas condições de segurança e defesa são superpovoados aumentando a probabilidade de um ser, ser fossilizado. Quando existe grande número de predadores e necrófagos os organismos são consumidos por outros seres vivos.

O clima:

Os climas tropicais quentes e húmidos levam a uma decomposição rápida ao contrário dos climas frios em que se dá uma preservação do organismo (baixas temperaturas – inibição dos agentes bacterianos).

Existem diferentes tipos de formas de fossilização:

Conservação Total:

O organismo mantém-se intacto, e ocorre o aprisionamento em substâncias fossilizantes como o âmbar, gelo, …, permanecendo ai conservados.

Fig. 5 - Mosquito conservado em âmbar

Fig. 6 - Mamute conservado por congelação

Mineralização:

Ocorre uma transformação química, pela qual a matéria orgânica se substitui por matéria mineral (caulinite, pirite, …)

Fig. 7 - Coral fossilizado

Incarbonização:

Consiste no enriquecimento progressivo do carbono em relação a outros elementos químicos da matéria orgânica.

Fig. 8 - Tronco fóssil

Moldagem:

Consiste na reprodução da morfologia interna e externa de um resto de organismo, preenchendo-o ou envolvendo-o, respectivamente.

Fig. 9.1 - Molde Interno

Fig. 9.2 - Molde Externo

Impressão:

São moldes externos de estruturas muito finas, ocorrem quando os sedimentos moles em que foram deixadas sofrem diagénese, petrificando-as.

Fig. 10 - Asa de um insecto

O registo fóssil no Cabo Mondego inclui macrofósseis (lamilibrânquios, gastrópodes, bivalves, braquiópodes, plantas, peixes, crinóides, corais, ostreídeos, belemnóides e amonides), microfósseis (foraminíferos e nano-plâncton calcário), icnofósseis e é possível reconhecer eventos relevantes.

O Cabo Mondego tem sido obra de estudo de vários autores:

  • Com base num trabalho de 1884, Gomes relata-nos a existência de uma laje, com cerca de 15 pegadas tridáctilas, cuja localização, numa área vulnerável às marés, conduziu à sua remoção e arquivo no Museu Nacional de História Natural de Lisboa.

Fig. 11 - Trilhos de pegadas do Cabo Mondego

Figura 12 - A. Reconstituição esquemática dos trilhos referentes às pegadas retiradas do Cabo Mondego. B. Contramolde de impressão de um pé de terópode.

  •  Na década de 1950, foram descobertas 50 novas pegadas, distribuídas em três níveis nos sedimentos do “andar” Lusitaniano na Pedra da Nau e tal como as anteriores também estas foram classificadas como de Megalosauripus sp.
  • Foram ainda encontrados no mesmo “andar” peixes fósseis – Propterus microstomus e fragmentos de peixes fossilizados pertencentes ao género Lepidutus.

Fig. 13 - Fóssil do Peixe do Lusitaniano

  • São descobertos no Cabo Mondego fósseis de plantas, em materiais provenientes da mina de carvão.
Fig. 14 – Fósseis vegetais do Cabo Mondego                                                                                                                                 A. Todites falciforms                                          B.Pterophyllum mondeguensis
  • Destacam-se ainda muitos trabalhos sobre as associações de amonóides e o seu valor estratigráfico, assim como os nanofósseis calcários, branquiópodes e foraminíferos bentónicos.

Fig. 15 - Branquiópodes do perfil da Murtinheira Neozeilleria anglica

  • Em 1972, descrevem detalhadamente as associações registadas de amonóides do Cabo Mondego.

Fig. 16 - Exemplares de Ammonoidea do Cabo Mondego depositados no Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra.

  •  Estudos de monofósseis calcários permitiu identificar um conjuntos de 28 espécies, bem como a sua distribuição e abundância ao longo da passagem Aaleniano-Bajociano.
  • No que diz respeito à presença de foraminíferos bentónicos, estudou-se detalhadamente o seu registo desde o Terarciano Superior até Bajociano Inferior, o que permitiu determinar a sua distribuição, evolução, bem como alguns factores condicionantes do desenvolvimento das comunidades.

Fig. 17 - Foraminíferos do Cabo Mondego

  • Dados magnetostratigráficos são obtidos também no Cabo Mondego, revelando uma inversão da polaridade normal para inversa, no limite inferior do estratotipo do limite Aaleniano-Bajociano.
  •  Mais recentemente tem sido objecto de estudo, no âmbito da área da geologia do petróleo, explorando os potências reservatórios de hidrocarbonetos na Bacia Lusitânia (exemplo didático de uma bacia sedimentar atlântica, parcialmente emersa e acessível ao estudo)

As nossas observações:

Turritelas:

Fig. 18 - Turritelas

Turritellas é uma espécie de gastrópode.

A sua concha mede entre 4 a 6 cm de altura e tem um grande número de voltas muito marcadas. É estreita em relação à altura. A sua cor é variável, sendo normalmente vermelha, castanha, amarela ou branca.

Habita no infralitoral até 80 m de profundidade.

Distribui-se pelos mares Mediterrâneo e do Norte, pelo oceano Atlântico e no canal da Mancha.

Fendas de Retracção ou Dessecação:

 

Fig. 19 - Fendas de retracção

 

As fendas de retracção ou em inglês mud crackers, são facilmente observadas em terrenos argilosos actuais e aparecem muitas vezes conservadas em rochas fósseis.


Megalossauro:

Fig. 20 - Contra-molde de uma pegada de Megalossauro

O megalossauro foi um dinossauro carnívoro e bípede que viveu durante o período Jurássico, media cerca de 8 a 9 metros e pesava em torno de uma tonelada. Algumas das duas características distintas são o pescoço curto e forte, adaptado para sustentar a enorme cabeça; dentes adiados, grandes e curvos e patas com garras.

E em termos de paleontologia é o primeiro osso fóssil de dinossauro a ser descoberto em 1676 em Inglaterra dai o seu simples nome megalossauro do latim “lagarto grande”. Quando descoberto pensava-se que pertencia a um homem gigante, mais tarde em 1815, William Buckland descobriu novos fósseis na mesma região. Sobre o primeiro osso de 1676 ninguém sabe mais houve notícias, mas tudo indica para que fosse um fémur de um megalossauro adulto. Mais tarde em 1824 foi o primeiro dinossauro a ser descrito cientificamente.

Viveu na região que á actualmente a Ásia, Europa e América do Sul.

E existem três espécies de megalossauros:

  • Megalosaurus bucklandii;
  • Megalosaurus hesperis;
  • Megalosaurus cambrensis.

Na rocha onde se encontra visível o contra molde da pegada do megalossauro ainda são visíveis marcas de ondulação ou do inglês ripple marks.

Ripple  marks são marcas deixadas durante a génese de uma rocha de sedimentar (normalmente arenitos ou argilitos) provocadas por movimentação da ondulação fluvial, marítima ou eólica.

As ripple marks apresentam forma de duna, ritmicidade e podem ser simétrica ou não, em muitos casos conseguem-nos indicar a direcção da corrente a quando da sua formação.

Corais:

Fig. 21 - Fósseis de Corais (mineralização)

Os corais são invertebrados marinhos e pertencem à mesma classe e estrutura idêntica às anémonas, são observáveis nos oceanos de todo o mundo, e podem apresentar-se solitários ou coloniais.

Quando se apresentam sob a forma de colónias designam-se por recifes. Os recifes são compostos por milhões de pólipos de coral em que cada um segrega um fino exoesqueleto de carbonato de cálcio. Um recife é composto por várias sobreposições de esqueletos dos pólipos de gerações sucessivas.

Os recifes de coral, são as comunidades mais ricas e complexas do oceano, e também as mais antigas (a história remota à 500 M.a.) representam apenas 1% do total do oceano, mas conseguem albergar mais de 3.000 espécies de animais (incluindo 25% das espécies e peixes).

Para a existência de recifes de coral existem várias condições:

  • Temperatura – no maior recife de coral a temperatura pode variar entre os 25ºC e os 30ºC sem nunca descer abaixo dos 20ºC;
  • Luminosidade – a luminosidade é um factor determinante, visto que alguns corais vivem em simbiose com algas;
  • Profundidade – A maioria apresenta-se nos 30 metros de profundidade, diminuindo até quase desaparecendo nos 100 metros.
  • Nutrientes Dissolvidos – Águas pobres em nutrientes são águas límpidas e permitem a passagem da luz, facilitando o desenvolvimento dos corais. Alguns nutrientes como os fosfatos são nocivos para os corais.
  • Corrente – a corrente é necessária para funções vitais como alimentação, respiração e formação do esqueleto.

Recifes de coral fósseis são bons indicadores de ambiente (fósseis de fácies) indicam-nos que a formação da rocha que os contém foi formado num ambiente de águas tépidas e pouco profundas.

Amonite:

Fig. 22 - Fóssil de Amonite

As amonites constituem um grupo de moluscos cefalópodes que surgiu no período Devónico e se extinguiu no Cretácico, sendo por isso consideradas bons fósseis de idade.

São animais marítimos de dimensões variáveis, que vivem dentro de uma concha de natureza carbonatada em forma de espiral, apresentam tentáculos que utilizam como locumução. A sua alimentação é carnívora.

Existem milhares de espécies repartidas em mais de 1800 géneros.

Fig. 23 - Diferentes tipos de Amonites

Calcário Conquifero: 

Fig. 24 - Calcário conquifero

Um calcário é uma rocha sedimentar quimiogénica, formada por calcite de minerais de carbonato de cálcio. Chama-se calcário conquifero (rocha química-biogénica) quando apresenta na sua constituição restos de conchas (ou conchas inteiras) agregadas por um cimento natural.

Fauna e Flora actual:

A significante quantidade de espécies encontradas no Cabo Mondego é sobretudo devido à existência de recifes.

Recifes são substratos rochosos ou de origem biológica, encontram-se submersos e expostos durante a maré baixa. Existem comunidades bentónicas vegetais e animais e comunidades não bentónicas associadas.

Os recifes do cabo Mondego são compostos por substratos duros de origem biogénica e geogénica, sendo um habitat caracterizado pela elevada diversidade biogénica.

80% da vida do mar está nos recifes, incluindo formas de vida de alto mar que utilizam estes locais particularmente como procura de alimento, e em alturas de reprodução (incluindo maternidade) e crescimento juvenil.

As algas predominam a paisagem durante a Primavera e o Verão, e a fauna pode ser nectónica (fixa aos substratos) ou bentónica (não fixa aos substratos).

Anelídeo Poliqueta:

Fig. 25 - Anelídio Poliqueta

Polychaeta é uma classe de anelídeo que inclui cerca de 8000 espécies de vermes aquáticos, a Sabellaria alveolata foi a que nós observámos nos recifes do Cabo Mondego. Esta espécie constrói o casulo com a ajuda de grãos de areia.

Pode ser encontrada no Mar Mediterrâneo e no Norte do Oceano Atlântico, e um indivíduo adulto tem dimensões que variam entre os 30 e os 40 milímetros.

Ouriço-do-Mar:

Fig. 26 - Ouriço-do-mar

O ouriço-do-mar é um equinoderme, alimenta-se de outros invertebrados e algas que raspa com os seus cinco dentes que estão ligados na parte inferior do corpo ligados a um sistema complexo de músculos chamado lanterna de Aristóteles. Não tem olhos, mas o seu corpo é coberto de células sensíveis á luz, e quando a detecta cobre-se com pedras ou algas, através do seu sistema embulacral (exclusivo dos equinodermatas) que permite também a sua locomoção. Pode apresentar dimensões entre os 11 e os 25 centímetros.

Anémona-do-mar:

Fig. 27 - Anémona-do-mar

As anémonas-do-mar ao contrário do que muita gente pensa são animais, e pertencem aos cnidários.

São muito comuns nas zonas-de-maré, fixando-se aos rochedos. Morfologicamente apresentam um único orifício rodeado de tentáculos.

Duas aves bastante comuns e avistadas por nós foram:

Fig. 28 - Rôla do Mar - Streptopelia turtur

Fig. 29 - Gaivota - Laurus argentatus

Acção Antrópica:

O Cabo Mondego é utilizado em diversas vertentes pelo Homem, não sendo sempre as mais correctas levando à destruição e remoção do património geológico.

Factores ameaçantes:

  • Dragagem de fundos marinhos, costeiros e estuarinos;
  • Excesso de Pesca e apanha de organismos marinhos;
  • Apanha por métodos que perturbem o fundo;
  • Poluição;
  • Introdução de Espécies exóticas;
  • Obras de engenharia indutoras de alterações ao regime de correntes e à dinâmica sedimentar;
  • Destruição de Habitat;
  • Exploração de recursos;

A poluição foi observada pelo nosso grupo ao longo de grande parte da visita.

Fig. 30 - Poluição

Dedicarmos uma parte do nosso trabalho a estas imagens pretende sensibilizar, levando à consciencialização e actuação para o respeito não só pelo património geológico, como por todo o ambiente.

A pesca, o estudo para futuras obras e a utilização como espaço de lazer também foram detectadas pelo nosso grupo:

Fig. 31 - Acção Antrópica

Impacto causado pela Indústria Cimenteira:

  • Descaracterização da paisagem;
  • Alteração do equilíbrio natural (fauna e flora);
  • Emissão de poeiras;
  • Ruídos e vibrações;
  • Contaminação dos recursos hídricos;
  • Destruição e contaminação da Geosfera;
  • Destruição do património geológico, arqueológico e histórico;
  • Alterações climáticas.

Fig. 32 - CIMPOR

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Glossário:

(1) Estratótipo (GSSP – Global Boundary Stratotype and Point) – Camada sedimentar que devido às suas características é considerado a nível internacional como a mais representativa de um determinado intervalo de tempo geológico. Neste caso, em 1997 foi certificado pela IUGS (União Internacional das Ciências Geológicas) o perfil do Cabo Mondego como o mais representativo para a passagem Aaleniano-Bajociano.

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3 Responses to “O Cabo Mondego”

  1. João Rocha Says:

    Caros Alexis Navarro, Inês Eulálio, Joana Silva, Miguel Gomes e Ruben Alves,

    Penso que o trabalho que apresentam sobre o Cabo Mondego está bastante interessante. No entanto, parte das imagens e do texto que utilizam no vosso trabalho (aqui apresentado) não tem nenhuma informação relativa à fonte original (autor e documento). Quando incluem, num trabalho vosso, informação que não é da vossa autoria devem mencionar o seu autor e, como tal, respeitar os direitos de autor.

    Agradeço que incluam nestes textos, a fonte a partir da qual obterem esse informação. Dessa forma, poderão evitar uma eventual acusação de plágio.

    Cumprimentos,
    João Rocha – autor da publicação de onde foram retiradas as figuras (11 a 17), assim como o texto sobre o património geológico e o registo fóssil do Cabo Mondego

    • geojiram Says:

      Caro João Rocha,
      Obrigada, antes de mais, pelo comentário.
      Deixe-nos apenas informá-lo de que mencionamos a sua publicação na nossa infografia, porém, as figuras 11 a 17 foram retiradas das fontes mencionadas na mesma. Devem então os direitos de autor ser reclamados à mesma. Assim, apesar de a fonte de informação não constar junto ao texto está mencionada no nosso registo de fontes.
      De qualquer modo, o trabalho foi realizado no ano lectivo transacto, como trabalho-projecto da disciplina de Biologia e Geologia, do Curso Científico-humanístico de Ciências e Tecnologia, e não o podemos alterar após a avaliação feita pelo professor.

      Os melhores cumprimentos,
      o grupo GEOJIRAM

  2. […] descreve GEOJIRAM, “constitui um testemunho irrepetível, insubstituível e único no mundo para a compreensão […]


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